CASE | Aplicativo une dança e tecnologia com inteligência artificial

Obi.tec
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CASE | Aplicativo une dança e tecnologia com inteligência artificial

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Com base em inteligência artificial e desenvolvido pela Obi.tec, o aplicativo BodyWays Nota-Anna foi idealizado pela artista Analivia Cordeiro e pelo cientista da computação Nilton Lobo após mais de 30 anos de pesquisas na área, com o propósito de ser uma forma de comunicação entre as pessoas, baseada nos movimentos do corpo.

“Se eu faço algo, alguém descreve com palavras. Se eu toco um som a pessoa faz uma partitura. Mas se eu faço um movimento, o máximo que alguém pode fazer é gravar um vídeo, não existe uma maneira de escrever um movimento. Este é o objetivo deste aplicativo. Ele é o resultado de todos esses anos de pesquisa, pois apresenta ao grande público uma forma de escrita de movimento para que as pessoas possam se comunicar”, descreve a artista.

Destaque em exposição na Alemanha

BodyWays foi um dos destaques da exposição individual “From Body to Code”, que reuniu o trabalho desenvolvido pela artista no renomado Center of Art and Media Karlsruhe (ZKM) em Karlsruhe, na Alemanha, de janeiro a abril de 2023.

A exposição mostrou as primeiras danças em vídeo da artista baseadas em computador, obras de arte, fotografias, desenhos e esculturas e encerra com um tablet e uma tela, onde os visitantes puderam soltar a sua criatividade em forma de movimentos, utilizando o app.

Artista estuda relação entre corpo, movimento, arte audiovisual e tecnologia desde a década de 70.

Primeira pessoa latino-americana que tem seu trabalho exposto individualmente na história do ZKM, Analívia  Cordeiro é a idealizadora do trabalho M3x3, de 1973, conhecida como a primeira arte em vídeo da América Latina. Com este trabalho ela codificou o movimento, gerando uma computer dance para vídeo. Desde lá, em parceira com Nilton Lobo, ela vem estudando a relação entre o movimento humano, o audiovisual e a tecnologia, sendo a precursora do trabalho com motion capture no mundo.  

Como funciona o aplicativo?  

Com a aplicação, os usuários podem fazer diferentes movimentos com o corpo, que serão capturados por meio de IA. Após, é possível escolher entre diversos sons, paisagens e incluir comentários, transformando em uma forma de comunicação que pode ser compartilhada nas redes sociais, por e-mail ou whatsapp: “A ideia é que a pessoa que recebe esses vídeos possa responder com a captação de outros movimentos, criando um diálogo sem o uso de palavras. A comunicação nas redes sociais em geral é baseada em sistemas padronizados, mas o movimento que uma pessoa faz é individual. Esta é uma forma da pessoa se exprimir do seu jeito e se divertir utilizando a tecnologia”, afirma a artista, lembrando que o aplicativo também busca trazer mais “calor” às relações pautadas na tecnologia. O aplicativo está disponível para download gratuito.

Confira o depoimento de Analívia sobre o trabalho realizado pela Obi.tec:


Eles não erram um prazo, fazem todos os esforços técnicos para conseguir o melhor resultado. Eu realmente recomendo.

E a prova não está só no fato de que eu gostei: a prova está que a estreia desse aplicativo foi na maior arte mídia center da Europa, localizado na Alemanha, o ZKM, um dos mais importantes do mundo.


Analívia Cordeiro

BodyWays


Desafio técnico da equipe de desenvolvimento

Jonatas Saraiva, CTO e co-fundador da Obi.tec, conta que o aplicativo nasceu de uma ideia inovadora de mapear 24 pontos do corpo do usuário sem o uso de sensores,  utilizando apenas inteligência artificial. Com um time de especialistas em desenvolvimento mobile em Flutter, o grande desafio era a incompatibilidade entre o framework de IA utilizado em aplicativos mobile nativos e o framework Flutter.

A partir disso, a equipe fez um estudo profundo da documentação de Flutter, de integração com desenvolvimento nativo e do Framework de IA utilizado. Toda a criação de interface foi feita em flutter, já para a captação da imagem do usuário e intepretação através de IA, foi feita a comunicação com as plataformas de forma nativa. “Como resultado, conseguimos construir a aplicação otimizando tempo e recursos, mantendo a excelência técnica que prezamos sempre em nosso trabalho e conseguindo reutilizar cerca de 60% do código escrito”, completa Saraiva.

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